“Tudo me atinge, vejo demais, ouço demais, tudo exige demais de mim.”

embriague-se-de-poesia:

Ocupo muito de mim com o meu desconhecer.

O livro das ignorãças, Manoel Barros

retrospectos:

Eu temo saber exatamente quais são meus limites.

René Magritte

retrospectos:

desejo um amor vivo

desejo o que é impossível e ambíguo.

René Magritte

retrospectos:

Ando perambulando com um corpo cansado de aguentar o peso do vazio. Do nada.

retrospectos:

tenho tentado,

pelo o que parece,

um longo período de tempo,

quase uma vida

me manter bem, feliz e completa,

e falho

brutalmente.

poesia-de-sexta:

você pode amar as pessoas mas não pode consertá-las.

poecitas:

Meu bem, na verdade eu te acostumei muito mal.

Você sempre fez o que quis, sem se importar com as consequências, porque sabia que eu iria perdoar e tudo ficaria bem, você sempre me teve na palma da mão, ia e vinha quando bem entendia, porque sabia que pra você eu deixava as portas sempre abertas, nunca teve medo de me perder, porque sabia que teria aconchego quando voltasse, você tava acostumado de eu sempre estar ao teu lado, independente de qualquer coisa. Eu errei meu bem, eu tava presa na idéia que eu tinha que aguentar todas as suas extravagâncias e escolhas inconsequentes somente porque eu queria mais que tudo que desse certo, mas isso não é o suficiente. Então não adianta vim com desculpas, pode espernear, bater pé, chorar, demorei pra ir, mas agora que fui, não volto mais! Se cuida, porque agora eu vou me cuidar também.

tay.

©